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Recebeu a carta de reajuste do plano de saúde? O que analisar antes de aceitar

Publicado em · 5 min de leitura

A carta chega com um índice, um prazo curto e a sensação de que não há nada a fazer. Nos planos empresariais, porém, o reajuste é o começo de uma negociação, e não o fim dela.

Todo ano, em algum momento, o RH ou o financeiro recebe a comunicação da operadora com o novo valor do plano. A reação mais comum é aceitar, porque o prazo é curto e parece não haver margem. Esse é justamente o momento em que mais dinheiro se perde, porque o novo valor vira a base de todos os reajustes seguintes.

Primeiro, entenda como o reajuste empresarial funciona

A ANS define um teto de reajuste apenas para os planos individuais e familiares. Nos planos coletivos, como os empresariais, o percentual é negociado diretamente entre a operadora e a empresa contratante.

Existe uma diferença importante conforme o tamanho do contrato. Contratos com até 29 vidas entram em um agrupamento, também chamado de pool de risco, em que a operadora calcula um reajuste único para o conjunto de contratos pequenos. Nesse caso, a margem de negociação individual é menor, mas o desenho do benefício continua aberto a ajustes.

A própria ANS discute mudanças nessas regras, como ampliar o limite do agrupamento, com deliberação prevista para o fim de 2026. Vale acompanhar, porque a regra que vale para o seu contrato pode mudar.

O que pedir à operadora

Antes de qualquer resposta, solicite as informações que embasam o índice proposto:

  • A memória de cálculo do reajuste, com a separação entre a parte ligada à variação de custos e a parte ligada à utilização do seu contrato.
  • Os dados de utilização e de sinistralidade do período considerado.
  • O período de apuração usado no cálculo.

Com isso em mãos, a discussão deixa de ser sobre um número e passa a ser sobre os motivos dele.

Cinco pontos para analisar antes de aceitar

  1. Eventos fora da curva. Uma internação longa ou um tratamento caro e pontual pode ter puxado a sinistralidade do ano. Isso precisa ser considerado na conversa.
  2. Mudanças no perfil da equipe. Contratações, desligamentos e a entrada de dependentes alteram o risco do contrato.
  3. Uso mal direcionado. Muito pronto-socorro para casos simples indica falta de orientação, algo que a empresa pode corrigir.
  4. Desenho do benefício. Coparticipação, regras de elegibilidade e política de dependentes podem estar desatualizadas.
  5. Comparação com o mercado. Saber o que outras operadoras oferecem para um perfil parecido fortalece qualquer negociação.

Negociar, ajustar ou trocar

Raramente a resposta certa é aceitar o índice como veio ou trocar de operadora no impulso. Os caminhos mais comuns são três: negociar o percentual com base nos dados, ajustar o desenho do benefício para equilibrar custo e uso, ou avaliar outras operadoras, considerando rede, carências e a experiência dos colaboradores caso a caso.

Ponto de vista ROIA melhor negociação de reajuste começa meses antes da carta chegar. Quem acompanha o uso do plano durante o ano chega à renovação com argumentos, e não apenas com um pedido de desconto.

Se a carta acabou de chegar, ainda há tempo. O importante é não assinar antes de entender o que está por trás do número.

Próximo passo

Recebeu a carta? Envie para a gente antes de assinar.

Analisamos o índice proposto com os dados do seu contrato e mostramos os caminhos possíveis, sem custo e sem compromisso.

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